Esta outra foto mostra Leonidas no Salao Galante, no centro de Vitória. Uma época em que, segundo ele: “Para cortar cabelo tinha que ter postura”.
Por Laio Medeiros
Esta outra foto mostra Leonidas no Salao Galante, no centro de Vitória. Uma época em que, segundo ele: “Para cortar cabelo tinha que ter postura”.
Por Laio Medeiros
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O ambiente de um salão é um local onde algumas conversas se estendem por horas. “Jogar conversa fora” é a expressão mais utilizada para situações em que isso acontece. Entretanto, quando Leônidas trabalhava no Salão Garcia, no centro da cidade, ele presenciou situações em que conversas dessa natureza eram pautadas em assuntos um pouco mais importantes. Era a década de 1970, e figuras da política como Cristiano Dias Lopes, Gerson Camata e Élcio Alvares sentavam nas cadeiras estofadas do salão para conversarem sobre o governo e a política local.
Apesar de o experiente barbeiro contar que não chegava a conversar muito com Cristiano quando ia ao seu salão, ele afirma que aqueles momentos em que o antigo governador passava no recinto eram uma chance que ele tinha de se aproximar dos eleitores, algo que hoje é difícil de se ver, fora da época de eleição. “Na verdade o governador Cristiano não era de conversar muito quando ia lá. Mas ele era uma pessoa séria e de muito respeito, e eu mesmo era eleitor dele”
Leônidas acredita que muitas decisões políticas foram tomadas no Garcia. “Vi várias vezes políticos importantes levarem projetos para discutirem e tomarem decisões ali mesmo. O Artur Gerhardt era um deles. Vi muitas vezes ele falar do planejamento da Segunda Ponte.” Artur Carlos Gerhardt Santos foi o governador do Espírito Santo de 1971 a 1975, sucedendo Cristiano Dias Lopes. Em seu governo, foram iniciadas as obras da Segunda Ponte, na Ilha do Príncipe.
Por Laio Medeiros
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Para diversão: as caricaturas de Guy Fawkes/V de Vingança e Mario Bros servem de modelos para bigodes diversos nas imagens abaixo.
Fonte: Barbearia Clube
Por Lucas Schuina
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Na fotografia abaixo, Leônidas corta o cabelo de um cliente. Ele diz que a foto foi tirada nos anos 1980.
Perdoem-nos pela qualidade da imagem. A resolução ficou pouco baixa.
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Leônidas recebia estrangeiros quando trabalhava no Salão do Sebastião, na década de 1970. Essa clientela surgia da tripulação dos navios que atracavam no Porto de Vitória. Não havia tradutor. Os gringos apenas falavam as palavras necessárias e ele fazia o serviço.
O barbeiro ganhava boas gorjetas dos clientes internacionais. Mas nem todo mundo ajudava. Japoneses, gregos e turcos, conta Leônidas, eram os mais muquiranas (justificando a fama). Dos mais generosos, ele citou os alemães, os franceses, os ingleses e, sobretudo, os americanos.
Existe um estudo feito nos Estados Unidos que relaciona o tamanho da gorjeta recebida em restaurantes ao tipo de humor presente em cada cultura. Ainda não conseguimos os dados dessa pesquisa. Assim que os tivermos, publicamos.
Por Lucas Schuina
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Falando sobre situações inusitadas ocorridas em seu trabalho, Leônidas contou-nos, hoje, de um certo “Carneiro”, um cliente que exigia que o corte de cabelo não ultrapasse 3 minutos. Assim que desse o tempo delimitado, Carneiro tirava a toalha, pagava pelo corte e saía do salão, mesmo que o serviço não estivesse pronto! O cliente apressado voltava todo mês, sempre com a mesma exigência. E ele usava cabelos compridos.
O barbeiro diz que dava conta do recado, ainda que não fosse possível cortar muita coisa. “O Senhor tinha alguma técnica especial?”, perguntamos. Leônidas respondeu que amarrava a toalha de um jeito especial, para facilitar a “fuga” de Carneiro.
Leônidas nunca soube responder qual era o motivo da pressa de seu cliente. Carneiro, afinal, era um homem de poucas palavras.
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Talvez fosse o caso de Leônidas aplicar uma técnica mais ousada. No vídeo que segue abaixo, um grupo de jovens corta o cabelo de um companheiro utilizando uma espada. Demora menos de três.
Por Lucas Schuina
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Leônidas não sabe mexer em computador. Agora há pouco, mostrei-lhe o Salão de Memórias pela primeira vez. Ele ficou encantado. Até pediu que eu lesse alguns textos em voz alta – Leônidas tem problema de vista. Ao ver uma velha foto da Praça Costa Pereira que aparece em um dos posts, apontou o lugar onde antigamente ficava a sua barbearia.
Logo depois, Elzen Fafá, um amigo do barbeiro, chegou ao salão. Também aprovou a ideia. Mas acha que nós devemos tentar arranjar patrocínio para um livro. Elzen ressaltou a importância de se fazer um registro histórico da Praça Costa Pereira, dos tempos em que ela era cheia de salões e alfaiatarias luxuosas – e dos tempos em que os “travestis” ficavam sentados no escuro, escondidinhos, como acrescentou Leônidas. Os dois falaram bastante, mesmo quando um rompedor martelava numa construção logo acima do salão.
Dei um papel com o endereço do blog ao Elzen. Também deixei um com o Leônidas. As filhas dele têm computador.
Por Lucas Schuina
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Leonidas fala sobre a experiencia de sair do interior e vir para a capital após breve passagem por uma cidade em crescimento economico na época, que era Colatina.
Obs.: O áudio nao saiu dos melhores, é necessário aumentar um pouco o som.
Por Laio Medeiros
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Durante a semana, um barbeiro se preocupa apenas com quantos cabelos irá cortar e com quantas barbas irá fazer, certo?
Errado. Além da demanda de clientes e da qualidade de seu trabalho, Leônidas ainda tem que dar atenção às codições da estrutura física do seu salão (o que, de certa forma, não deixa de estar ligado à quantidade de clientes que ele receberá).
Nosso personagem principal tem tido essa dor de cabeça, mas, afirma que isso será resolvido logo, logo. Desde que, é claro, o serviço seja bem feito.
Por Laio Medeiros
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Para profissionais como Leônidas, barbear não é apenas um ofício, é uma arte. Mas, devido à correria do dia a dia, são poucos os que recorrem ao salão para deixar a barba na medida.
No blog do Maurício Fedatto, o autor dá algumas dicas interessantes sobre o barbear, como enxaguar com água gelada e sempre usar um bom pós-barba.
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Por Laio Medeiros
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